A Lontra (Lutra longicaudis) é uma espécie bem adaptada à vida semi-aquática. Sua cauda possui apenas a extremidade achatada e as patas apresentam membrana interdigital, o que auxilia a locomoção dentro da água. Ao mergulhar fecha totalmente seus ouvidos e suas fossas nasais, e ajusta a curvatura do cristalino, o que lhe permite a visualização de imagens focadas dentro e fora de água. Pode permanecer submersa por 6 minutos e ao nadar pode alcançar a velocidade de 12 Km/h.
As lontras têm hábitos crepusculares e noturnos por esse motivo durante o dia preferem dormir entre pedras ou ocos de árvores próximas aos rios. Alimenta-se principalmente de peixes, mas pode complementar sua alimentação com crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.
O grupo social consiste em uma fêmea adulta e filhotes jovens. O macho não vive em grupo e junta-se à fêmea somente em épocas reprodutivas.
No Brasil ela ocorre em todas as regiões, exceto, nas porções mais áridas da região nordeste. Sempre próximas a cursos da água. Porém sua distribuição vem sendo ameaçada devido caça, pelo valor de sua pele.