Conhecida também como arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é uma espécie de psitacídeo que costuma ser avistado em pares ou grupos. Em habitat natural no final da tarde podem ser vistos bandos se reunindo em árvores dormitórios.
Utilizam as árvores também para construir seu ninho. Tem preferência por árvores com cerne macio, pois assim podem aproveitar pequenas cavidades bica-las até formam uma cavidade maior. As próprias lascas das árvores são utilizadas para forar os ninhos.
Quando as araras-azuis formam casais, são fiéis e dividem a tarefa de cuidar dos filhotes. Em média a fêmea choca 2 ovos por aproximadamente 28 dias. A fêmea se ocupa da incubação dos ovos e o macho se responsabiliza por alimentá-la. Os filhotes nascem frágeis e são alimentados pelos pais até os seis meses. Com 3 meses o corpo já esta coberto de penas e os filhotes se arriscam nos primeiros voos.
Em 1988 a população total da espécie foi estimada em apenas 2500 indivíduos. Encontra-se ameaçada de extinção devido à destruição de seus habitats e ao comércio ilegal.
Devido ao combate ao comércio ilegal e à criação de reservas ecológicas, o número de indivíduos dessa espécie cresceu um pouco para, aproximadamente, 4000 em 2010.